O amor normalmente é assim: inesperado, repentino, surpreendente. Digo, normalmente, porque o amor não é óbvio, muito menos previsível.
O amor, ainda que faça parte das relações humanas, encontra na ciência exata sua analogia. Seria o amor traduzido então pela matemática? Matemática não! Química.
O amor não é constituído por números, expressões ou equações. Ele contém apenas elementos.
Mas, seria a matemática capaz de traduzir o amor? Sim, pois o amor é como duas retas perpendiculares que se encontram, unindo-se em um mesmo ponto. Por isso, o amor deve ir além da amizade e do companheirismo. Sem a interseção de sentimentos, emoções e propósitos, não há amor.
O amor há de ser sempre a arte do encontro. Uma via de mão dupla. Um constante dar e receber, uma troca permanente, um eterno depósito de tudo que há de melhor e nobre nesse mundo. O amor nasce nos dois lados. Seja dando ou recebendo. O amor deve ser assim. Se há desencontro, então, não há amor. Se a via for apenas de mão única, só resta decepção. Porque quem ama quer ser amado. Se não for assim, não dará certo
Nunca tente forçar o amor. Ele não nasce de má vontade. Ele nasce do nada. Não pode ser produzido, visto que é espontâneo e livre. Ele é auto-existente. Tem vontade própria.
Mais um conselho: não julgue o amor. Ele tem personalidade forte. O amor é corajoso e audaz. Ele enfrenta a tudo e a todos. Ele zomba da aparência, da estética, da condição social e da opinião alheia. Às vezes ele parece ignorante. Nada disso! Ele é apenas excêntrico. Por isso,poderá ser incoerente, ilógico, sem roteiro pré-definido, sem preconceito.
O amor é sutil, sereno e harmônico. Ao mesmo tempo em que é intenso dinâmico e insinuante. O sentimento deve ser quente, nunca frio e muito menos morno. Nada de mais ou menos. Já que o amor desejará mais, muito mais. O amor não aceita distância, só aproximidade. O amor sente saudade. Ele quer estar perto, e quando perto, quer estar mais perto. No amor não há dúvidas, só certeza.
Se há verdadeiro amor entre um homem e uma mulher, então há poesia; se há poesia, há arte, há inspiração, há um mistério. Já que ninguém sabe ao certo como ou em que momento ela nasce. Assim é o amor. Complexo, inalcançável, sublime.
Existem certas coisas que não são para se compreender, apenas para se desfrutar. Então, não perca tempo tentando desvendar a caixa preta do amor. Ele é um código criptografado pelo prórpio Criador. Apenas aproveite. Ame se puder amar e ser amado. Se naõ for assim, fique só, pois será melhor.
"Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma donzela". Prov. 30: 18-19- Salomão.
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